14/01/2006
nunca pensei que isso fosse acontecer....
preocupado com o aniversário de Verônica... e lá estava eu... num estado nada normal.
sexta feria 13!!! nunca liguei para esse tipo de coisa. devo dizer que até costumo ter sorte nesses dias; mas, desta vez, tive azar grande!
trabalho numa firma de advocacia, daí meu serviço consiste em ir à firmas entregar documentos e notas fiscais de serviços. estranhei que era uma firma nova, mas tudo bem, é meu serviço. acho um pouco divertido ter de procurar um endereço - adoro viajar - mas este lugar era um pouco fora do interese turístico da maioria das pessoas.
uma rua cheia de lixo. um calor escaldante. tudo muito nojento. daí, me deparo com um rio, muito, muito podre. o fedor doía a vista e narinas. nisso, se aproximam urubus. você já encarou um pato de frente? ele é grande, e te encara. dá medo. agora, substitua o pato pelo urubu. é o mesmo tamanho, com as asas abertas fica maior ainda. aquela era a segunda vez na vida que via um urubu de perto, e digo, na primeira você já tem vontade de nunca mais passar por aquela situação. vendo que o urubu abriu caminho pra mim, como um traficante que te deixa entrar numa favela, apertei o passo. procuro o endereço e nada. pergunto a alguém: "conhece esta firma?" "ah, sim, é no outro lado do rio, ali, ó. contorna naquela ponte lá embaixo e volta o caminho todo". legal.
quando passo pela ponte, mais terror. fico paranóico com lugares altos e espaços muito abertos (sei lá o que significa isso). daí, quando passo pela ponte, sem mureta, aquele fedor me devorando, começei - citando Hanajima,de Fruits Basket - a sentir uma "onda extremamente maligna", que parecia me puxar para dentro do rio. a visão começou a ficar turva. "meu deus, não me diga que vou desmaiar aqui??" pensei. nesta hora, a única coisa que me salvou foi pensar em Buda. "Roberto... sabia que Siddartha está nadando ali no lixo neste momento? Deus está nesta podridão, também, não é só nos campos floridos. olhe ali, como ele sorri, e mergulha, e faz chafariz com aquele churume... olhe, ele brinca de São Francisco de Assis com os urubus!! por que se preocupar?" era a força psicológica que precisava.
nisso, completei o serviço. o calor e o cheiro me deixaram doente o resto do dia. não consegui almoçar, fiquei com dores fortes no intestino, com febre. acho que era princípio de uma insolação. fiquei de molho o resto do dia.
ah, e o aniversário de Verônica? eu fui. comi quase nada no rodízio, devido as "ondas malignas" e dor no intestino devido a suposta insolação. que saco, gastei uma grana e quase não comi. pelo menos valeu ver ela e seus amigos. e sua filha. procurei a Melissa depois da festa, algo tinha que ser perfeito esta noite.... mas não foi, não a encontrei em casa.
bom, dormi passando mal de calor e sabendo que, citando Alan Moore, "ás vezes, dá merda"!
preocupado com o aniversário de Verônica... e lá estava eu... num estado nada normal.
sexta feria 13!!! nunca liguei para esse tipo de coisa. devo dizer que até costumo ter sorte nesses dias; mas, desta vez, tive azar grande!
trabalho numa firma de advocacia, daí meu serviço consiste em ir à firmas entregar documentos e notas fiscais de serviços. estranhei que era uma firma nova, mas tudo bem, é meu serviço. acho um pouco divertido ter de procurar um endereço - adoro viajar - mas este lugar era um pouco fora do interese turístico da maioria das pessoas.
uma rua cheia de lixo. um calor escaldante. tudo muito nojento. daí, me deparo com um rio, muito, muito podre. o fedor doía a vista e narinas. nisso, se aproximam urubus. você já encarou um pato de frente? ele é grande, e te encara. dá medo. agora, substitua o pato pelo urubu. é o mesmo tamanho, com as asas abertas fica maior ainda. aquela era a segunda vez na vida que via um urubu de perto, e digo, na primeira você já tem vontade de nunca mais passar por aquela situação. vendo que o urubu abriu caminho pra mim, como um traficante que te deixa entrar numa favela, apertei o passo. procuro o endereço e nada. pergunto a alguém: "conhece esta firma?" "ah, sim, é no outro lado do rio, ali, ó. contorna naquela ponte lá embaixo e volta o caminho todo". legal.
quando passo pela ponte, mais terror. fico paranóico com lugares altos e espaços muito abertos (sei lá o que significa isso). daí, quando passo pela ponte, sem mureta, aquele fedor me devorando, começei - citando Hanajima,de Fruits Basket - a sentir uma "onda extremamente maligna", que parecia me puxar para dentro do rio. a visão começou a ficar turva. "meu deus, não me diga que vou desmaiar aqui??" pensei. nesta hora, a única coisa que me salvou foi pensar em Buda. "Roberto... sabia que Siddartha está nadando ali no lixo neste momento? Deus está nesta podridão, também, não é só nos campos floridos. olhe ali, como ele sorri, e mergulha, e faz chafariz com aquele churume... olhe, ele brinca de São Francisco de Assis com os urubus!! por que se preocupar?" era a força psicológica que precisava.
nisso, completei o serviço. o calor e o cheiro me deixaram doente o resto do dia. não consegui almoçar, fiquei com dores fortes no intestino, com febre. acho que era princípio de uma insolação. fiquei de molho o resto do dia.
ah, e o aniversário de Verônica? eu fui. comi quase nada no rodízio, devido as "ondas malignas" e dor no intestino devido a suposta insolação. que saco, gastei uma grana e quase não comi. pelo menos valeu ver ela e seus amigos. e sua filha. procurei a Melissa depois da festa, algo tinha que ser perfeito esta noite.... mas não foi, não a encontrei em casa.
bom, dormi passando mal de calor e sabendo que, citando Alan Moore, "ás vezes, dá merda"!


